Volume de negócios surpreende expositores da Plástico Brasil

Muitos expositores da Plástico Brasil 2019 chegaram ao São Paulo Expo na última segunda-feira um tanto receosos de que as desavenças entre os poderes executivo e legislativo – que tiveram entre outras consequências o aumento do dólar – pudessem contaminar o ambiente de negócios. E a segunda-feira (25), dia de abertura do evento, parecia confirmar os piores prognósticos com um volume de vistas abaixo do esperado.

Felizmente, as más notícias ficaram por aí. Nos dias seguintes o número de visitantes foi crescente. E o mais importante, segundo os expositores: o público que visitou a feira era em grande parte composto de profissionais em busca de soluções tecnológicas, preparados para discutir projetos e demonstrando disposição para fechar negócios.

“Apesar do ambiente político, a feira foi muito boa. Tiramos pedidos todos os dias – com exceção da segunda-feira”, comenta Vitor Ortega, diretor da Simco, distribuidora de máquinas importadas, como as injetoras de plástico da marca Log. “Recebemos visitas qualificadas, de todas as regiões do País, e a feira acabou surpreendendo. Já vendemos cerca de 15 máquinas – tanto injetoras quanto máquinas operatrizes – e acredito que o pós-feira também será muito positivo”.

“A feira foi muito boa, muito movimentada… Todos os clientes importantes vieram. Fechamos negócios aqui, superando as nossas expectativas”, observa Monica Pimenta, assistente executiva da Sumitomo Demag do Brasil – que apresentou no evento a Systec 350, injetora hidráulica de 350 t. “O mercado tem dado sinais de melhora e acredito que este ano vamos superar as vendas de 2018, que para nós foi bom”.

Para Ricardo Ugrinovich, gerente da divisão Injetoras da Unic Brasil, que representa a chinesa LK, o destaque da feira foi o número de visitantes interessados em adquirir máquinas, diferentemente do que ocorreu na edição de 2017. “Houve muita prospeção de negócios e fechamento de pedidos aqui no evento, acima do esperado. Acredito que esse ambiente de negócios pode se estender para todo o ano de 2019, mas para que isso ocorra vai depender da política”.

Já para a Carnevalli, uma das mais tradicionais fabricantes brasileiras de extrusoras e co-extrusoras de plástico, a feira foi conforme o esperado. “Temos hoje o melhor cenário possível para os negócios. O cenário é positivo e deve se estender pelos próximos anos”, diz William Carnevalli, gerente de marketing da empresa, que informa ter recebido no estande clientes antigos e novos de todas as regiões do Brasil e também da América Latina. Como prova de que a empresa tinha boas expectativas de fechamento de negócios durante o evento e na retomada do mercado, a Carnevalli levou para a Plástico Brasil 12 máquinas para pronta entrega.

Cristian Pavan, diretor da Eurostec, também se mostrava bastante satisfeito com a participação no evento. Na quinta-feira, quarto dia do evento, dizia: “ontem e hoje o movimento foi espetacular. Ontem, com as oportunidades surgidas em projetos grandes; hoje com o fechamento de negócios. A feira está bem movimentada e estamos tendo bons resultados”, afirmou, frisando que a isso ainda se somava o fato de os visitantes – muitos com poder de decisão – demonstrarem estar em busca de diferenciais tecnológicos e interessados nas especificações técnicas das máquinas. “O mercado brasileiro começa a olhar o conjunto – máquina, processo, automação – e não apenas o menor preço. Ou como disse um cliente: estava em busca do “melhor” preço, ou seja, da solução que lhe trouxesse o melhor resultado”.

A Romi chegou à Plastico Brasil com muito boas expectativas. “Nós começamos a notar uma melhora na confiança do empresariado em outubro, o que, desde então, vem num crescente. O humor do mercado melhorou. Está havendo uma reação”, avalia William dos Reis, diretor vice-presidente da companhia. O executivo destaca que o publico da feira foi bom, qualificado e muitos negócios foram concretizados na feira – “ainda distante do que já ocorreu no passado, mas já pudemos perceber que muitos projetos estão sendo retomados, clientes falando em expansão, recebemos também novos clientes de várias regiões, tudo isso nos leva a crer que teremos um pós-feira forte”.

Para a feira, a Romi reservou o lançamento da sopradora C15D, divulgado apenas na abertura do evento. Totalmente elétrica, com o moderno comando CM 20, a máquina é equipada com cabeçotes de troca rápida de cores, programador de parison elétrico de até 512 pontos, esteira reunidora de peças e motor acoplado diretamente na extrusora, o que traz ganhos no desempenho e reduz o consumo de energia. A C15D conta com extração traseira, o que requer espaço físico reduzido.

“Os clientes vieram à feira dispostos a romper o represamento dos investimentos. Eles sabem que parque industrial brasileiro precisa ser renovado com urgência se quiser ganhar competividade no mercado mundial”, avalia Gino Paulucci Jr., presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico da Abimaq e da Comissão Organizadora do evento. “E a Plástico Brasil ofereceu isso totalmente”.

Fonte: www.usinagem-brasil.com.br

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