História da evolução do plástico

Em algum momento da sua vida você já deve ter se questionado de onde vem o plástico? Esse material presente diariamente em nossas vidas em diferentes formas, formatos e cores. Uma substância não-natural, resultado de pesquisas e experimentos químicos, que vieram com a finalidade de substituir outros recursos que já estavam se tornando escassos na natureza, ou inviabilizaram a produção em escala industrial.

O plástico substituiu com vantagens uma série de matérias-primas utilizadas pelo homem há milhares de anos, como vidro, madeira, algodão, celulose e metais. Além disso, ao substituir matérias-primas de origem animal, como couro, lã e marfim, possibilitou o acesso a bens de consumo pela população de baixa renda.

Hoje, o plástico é indispensável para a evolução de qualquer segmento. Para entender um pouco mais sobre a sua importância para o mundo, vamos abordar aqui sua transformação ao longo dos anos.

O surgimento do plástico

O primeiro fato que levou a descoberta dos plásticos foi o desenvolvimento do sistema de vulcanização, por Charles Goodyear, em 1839, adicionando enxofre a borracha bruta, que transformava o material natural em um produto mais resistente às mudanças de temperatura.

Já o primeiro plástico surgiu em 1862 com Alexander Parkes que buscava um material capaz de substituir a borracha, matéria-prima utilizada em diversos produtos da época. A parkesina, como ficou conhecida, era um material orgânico derivado da celulose, que ao ser aquecida podia ser moldada e que quando esfriava preservava a mesma forma. O material era utilizado em estado sólido e tinha como características principais flexibilidade, resistência a água, cor opaca e fácil pintura. Porém, seu elevado custo de produção era inviável e desestimulou os investidores.

Décadas depois, em 1870, o americano John Wesley Hyatt criou celulóide a partir da celulose das plantas. Este material era usado, por exemplo, para substituir o marfim na produção de bolas de bilhar.

Partindo desse propósito substituir recursos que já estavam se tornando escassos na natureza, o inventor e empresário belga Leo Hendrik Baekeland, considerado o pai da indústria do plástico, desenvolveu a Baquelite, primeira forma comercial de plástico sintético – em uso até hoje em uma série de processos industriais, tendo como apelo sua versatilidade e modernidade. Para criá-la, Baekeland dedicou-se a desenvolver um aparato que permitia controlar as variações do calor e da pressão na combinação de ácido carbólico (fenol) com formaldeído.

Desde então, centenas de plásticos, ou polímeros, foram criados pelas empresas petroquímicas para as mais diferentes utilidades, como o poliéster (1932), o PVC (1933), o náilon (1938), o poliuretano (1939), o teflon (1941) e o silicone (1943), cada um com tendo características peculiares e aplicáveis a diferentes situações.

Atualmente o material plástico ocupa uma posição de destaque nas industrias, tendo sua produção mundial já ultrapassado 250 milhões de toneladas por ano, atendendo os mais variados segmentos: têxtil, automotivo, alimentício, entre outros. Isso torna claro que desde o princípio o homem enxergou nesse material um grande potencial para aperfeiçoá-lo, identificando variações nas características de cada polímero tipos e aplicações. Para se ter uma ideia, já existem no mercado plásticos produzidos a partir de matérias primas renováveis, como é o caso do chamado “plástico verde”, derivado da cana-de-açúcar e principalmente utilizado em embalagens.

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